ENOTOURISM ECOSYSTEM: STAKEHOLDERS’ COOPETITION MODEL PROPOSAL

Autores

  • Josefina Olívia Marques Godinho Salvado

Palavras-chave:

Enoturismo. Ecossistema. Stakeholder Analysis. Coopetição

Resumo

O vinho como um produto cultural tornou-se o principal tema do desenvolvimento turístico na maioria dos territórios vitivinícolas, no Mundo e particularmente em Portugal. O Enoturismo é um ecossistema em crescimento, sendo composto pelos subsistemas: Território, Turismo e Cultura Vitivinícola, envolvendo mais do que visitar adegas e comprar vinho, surgindo coligado com a herança, identidade e memória de um determinado espaço geográfico, que deve seguir princípios de desenvolvimento sustentável. Para tal é decisivo gerar dinâmicas de criação de valor, a partir da dimensão endógena das regiões, ancoradas em estratégias de coopetição. Neste contexto, o presente trabalho propõe um modelo agregador do ecossistema - Enotourism Coopetition Model onde se identificam os principais stakeholders, mostrando a necessidade da sua integração interorganizacional sinérgica, através de estratégias de coopetição, reforçadas pelas Políticas do setor. Para desenvolver este estudo exploratório, recorreu-se à metodologia qualitativa, especificamente a Análise de Stakeholders de Kammi Schmeer. A aplicação do modelo visa apoiar gestores e decisores a identificar os atores principais percebendo os seus interesses e a interagir com maior eficácia, na aplicação das políticas do setor. Argumenta-se que todos os stakeholders devem construir uma visão e missão comuns, de modo a: incentivar uma atitude e um comportamento focados no território, no património cultural e na criação de uma identidade singular; reconhecer o enoturismo como um importante veículo para um desenvolvimento regional sustentável; explorar a multifuncionalidade da paisagem rural; e criar experiências de enoturismo inovadoras.

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Publicado

2016-04-27

Como Citar

Salvado, J. O. M. G. (2016). ENOTOURISM ECOSYSTEM: STAKEHOLDERS’ COOPETITION MODEL PROPOSAL. Tourism and Hospitality International Journal, 6(2). Obtido de http://thijournal.isce.pt/index.php/THIJ/article/view/161