INFRAESTRUTURAS DESPORTIVAS HOTELEIRAS: AS PREFERÊNCIAS DOS VIAJANTES

Autores

  • Henrique Santos
  • Maria de Lurdes Calisto

Palavras-chave:

Infraestruturas desportivas, Turismo desportivo, Saúde, Bem-estar, Exercício físico, Hotelaria

Resumo

O turismo e o desporto têm crescido lado a lado ao longo dos tempos, tanto por o desporto necessitar de recorrer aos serviços e aos conhecimentos do turismo, como por se ver utilidade na utilização dos serviços e conhecimentos do desporto no âmbito da atividade turística. Por outro lado, as tendências de consumo associadas à saúde e ao bem-estar têm também sido amplamente reconhecidas no contexto do turismo. Nesse sentido, muitas empresas hoteleiras ponderam o investimento em infraestruturas para a prática desportiva aos seus hóspedes. Contudo, estas representam muitas vezes um investimento elevado para essas empresas e um dos custos fixos mais expressivos na gestão de um hotel. Com base num inquérito por questionário a uma amostra de 354 residentes em Portugal, este artigo explora como o grau de importância atribuído pelos indivíduos à saúde e bem-estar e ao exercício físico, se relaciona com o seu grau de preferência, quando viaja, por hotéis que disponibilizam infraestruturas desportivas e por determinado tipo de infraestruturas. Os resultados sugerem que a maioria dos turistas portugueses se considera saudável, tem preocupação com a saúde, pratica exercício físico pelo menos uma vez por semana, e viaja uma a duas vezes por ano. Contudo, a maioria não tem intenção de praticar exercício físico durante a estada quando viaja. Os resultados também sugerem que existem infraestruturas desportivas com potencial impacto na escolha do consumidor por hotéis e que o género e a idade podem ser fatores influenciadores na importância dada a determinados tipos de instalações desportivas.

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Publicado

2020-03-27

Como Citar

Santos, H., & Calisto, M. de L. (2020). INFRAESTRUTURAS DESPORTIVAS HOTELEIRAS: AS PREFERÊNCIAS DOS VIAJANTES. Tourism and Hospitality International Journal, 14(1). Obtido de http://thijournal.isce.pt/index.php/THIJ/article/view/255