Turismo médico em Portugal: Oportunidade vs desafio

Autores

  • Lara Bento
  • Paulo Almeida

Palavras-chave:

Turismo médico, Players, Tratamentos, Saúde e turismo

Resumo

Devido às alterações no mundo contemporâneo, assiste-se ao fomento da globalização e consequentemente à proliferação dos serviços de Saúde. O Turismo Médico apresenta um crescimento significativo nestas duas últimas décadas devido a uma demanda de pacientes que estão dispostos a viajar para outros países a fim de terem vantagens face aos cuidados médicos no seu país, e também pelo contributo da internet que disponibiliza informação ao paciente sobre tratamentos e destinos que estão apostar numa determinada intervenção. O TM enquanto indústria revela-se inovador apresentando condições para se tornar um nicho turístico rentável e que atrai cada vez mais indivíduos. Devido às receitas que consegue gerar, muitos países estão a tentar estabelecer-se como um destino provedor de cuidados médicos apresentando vantagens competitivas face a outros, como os custos dos tratamentos, qualidade, tecnologia e sem filas de espera. A metodologia adotada teve como base entrevistas realizadas a players relacionados com a indústria do Turismo e da Saúde em Portugal de forma a perceber as suas contribuições e formas de atuação. Foi possível constatar que embora a maior partes destes players considere o Turismo Médico em Portugal algo que pode vir a ser rentável no futuro, a verdade é que ainda é inexpressível para grande partes destes intervenientes sendo que a receção de pacientes estrangeiros é quase inexistente. Mesmo assim, já começam a surgir estratégias por parte do Governo português para canalizar mercado estrangeiro como também os próprios Hospitais Privados e os Intermediários (agentes que proporcionam pacotes de serviços aos pacientes) já estão agir de forma a criar condições para a vinda de pacientes estrangeiros.

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Publicado

2015-03-27

Como Citar

Bento, L., & Almeida, P. (2015). Turismo médico em Portugal: Oportunidade vs desafio. Tourism and Hospitality International Journal, 4(1). Obtido de https://thijournal.isce.pt/index.php/THIJ/article/view/137